sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Há Dias

Há dias
Que ardias
Cardias
E perdias
teus dias
em orgias
tardias

Há dias
que adias
alegrias
a partias
em fatias 
vadias

Há dias
que latias 
e parias
sadias
tuas crias

Há dias
que irradias
tuas manias 
e varias

Há dias 
que farias
qual marias

Há dias 
que varrias

Há dias

Francisco Alencar Junior

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Revolta Cantada



Aos Cantadores...

É saudado meu canto encantado
Marcado pela falsa saudação dos      
Cantadores do Século XXI.
Onde minha esperança é meu tamanho

Há um bloquel cristalino 
que me impede e me impele
Balam Balavatam Tcharam,  
a provar da libardade:

Entre correntes e salivas era eu trancafiado,
enquanto minhas amadas amantes eram moscadas
embora e doía:

A agonia da ciência:
O que fazer e não poder.

Quem sabe um dia o dia chega de dia no dia de uma noite escura

Embora este dia seja mais claro que o claro dos dias dos cantadores do século XXI.



Francisco Alencar Junior/86

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Círculo Vicioso II



Na metade...

Conformo,
           
       e Sigo,
       e Sigo em silêncio,
                        pois assim,
                       quem sabe assim

O futuro volta ao passado,

                    e Quem sabe assim,
                 verei um presente
              nem sempre tão presente
            quanto o teu presente hoje,

mas Presente, enfim.

(Francisco Alencar Junior - 1986)



domingo, 21 de outubro de 2012

Círculo Vicioso


No começo,

   O fim...

      Acaba de começar o

         Término do início de

           Um futuro infinito

Bonito como a lembrança de um passado glorioso,

Temido como a grande fauce encoberta 
pelo falso egrégio que lhe criou.

(Francisco Alencar Junior - 1986)
            

domingo, 14 de outubro de 2012

Menino Sonhador

Luz da Lua iluminou
Brilhou nas pétalas bela flor
Um novo canto, nova toada
Quem cantou cantou quem não
Quem não cantou vai se encantar
Enquanto brilhar o sol, luzeiro mor da noite

Só vai ver quem aguentar
Ficar em claro até a noite se entregar
Vai ver o sol se derreter
À luz da lua que desponta sobre o mar

É um novo tempo, sereno som
Trazendo as cores do velho amor
Vivendo o sonho divino de um menino sonhador
Quem não, não duvidou nem olvidou
E vive a vida com muito ardor
Com pé no chão e no coração o sol na meia noite

Até que a lua sem querer
Brilhou ao entardecer em plena beira-mar
Luziu no horizonte de quem viu
A lua sob o céu anil na noite clara de luar

(Francisco Alencar Junior)